Título: O Livro do Amanhã;
Autor(a): Cecelia Ahern;
Editora: Novo Conceito;
Número de Páginas: 368;
Ano de Publicação: 2013.
Livro no Skoob


- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

Nascida no luxo, Tamara Goodwin, de 16 anos, nunca precisou olhar para o amanhã, até que a morte abrupta de seu pai deixa a ela e a sua mãe uma montanha de dívidas e as obriga a se mudarem para a casa dos tios de Tamara, em um vilarejo no interior. Solitária e entediada, a única diversão que Tamara tem é uma biblioteca itinerante. E ali, ela encontra um livro muito misterioso. Tamara vê inscrições com sua própria letra e datadas para o dia seguinte. Quando tudo acontece exatamente como o livro previa, ela percebe que pode ter encontrado a solução para seus problemas. No entanto, Tamara descobre que é melhor não virar algumas páginas e que, apesar de muito tentar, não pode mudar o destino.

- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

Minha Opinião:

Fato é: sempre ouvi falar muito bem da Cecelia Ahern e seus livros que pareciam estar recheados de ótimas histórias que, no mínimo, poderiam fazer valer quatro estrelas. Mas é como eu acabei de dizer, poderiam. E isso realmente aconteceu com a leitura de O Livro do Amanhã, uma das maiores decepções literárias que eu já tive até o momento...

Não me levem a mal, fãs da Cecelia, ela escreve bem, mas... enrola demais! Tipo, ela gasta parágrafos enormes para explicar o local onde a protagonista está e detalha muito o que acontece e a narrativa, em vários momentos, não só pareceu, como realmente foi forçada. Digo isso porque senti vontade de abandonar várias vezes a leitura - mas não o fiz, porém, pulei alguns parágrafos que estavam me tirando do sério, era muita coisa desnecessária de uma vez só. E como se não bastasse, ainda me deparo com personagens super esquisitos e irritantes que me tiravam do sério a cada segundo. Em outras palavras, a minha primeira impressão com a literatura de Cecelia Ahern não foi nada boa, e estou bem decidida a evitar ler os romances dela por uns tempos, até conseguir superar esse "trauma".

Mas a história em si tinha potencial, poxa! Porque, tipo, um livro que "prevê" o amanhã e uma protagonista que tenta se reconstruir após a morte - vide suicídio - do pai, e tendo de ir morar com os tios, era realmente uma premissa que poderia valer uma ótima história que, inevitavelmente, eu daria menos de três estrelas. Mas então (re)analisemos o conteúdo e a premissa de uma vez só: um livro que prevê o amanhã e uma protagonista chata, irritante e visivelmente fútil que tenta se reconstruir após o suicídio do próprio pai, um ricaço esnobe e orgulhoso que não sabia fazer boas escolhas, e tendo de ir morar os tios super-hiper-mega-esquisitos e excêntricos em um interior. Pode até se achar que a história ficou melhor com esses adicionais, e foi o que eu pensara, até ver o quão enganada eu estava, infelizmente.

Tamara é simplesmente uma adolescente mimada e chata que só se dá contar do que tinha quando está perdendo-a. Ela e a mãe, após serem deixadas pelo pai - que, desculpem, mas eu acho que agiu numa completa covardia com aquele suicídio -, acabam vendendo a propriedade luxuosa onde moravam, para pagar as altas dívidas - motivo este do suicídio ~covardia, sim! - e logo vão morar com os tios da garota, Rosaleen e Arthur, em um vilarejo do interior onde "diversão" é uma palavra que aparentemente não existe, já que não se tem entretenimento algum senão uma biblioteca itinerante que passa pelo local - e mesmo assim, nem com tanta frequência. À princípio, a história até que estava boa, mas então eu conheci os personagens - ou melhor, Rosaleen - e tudo desmoronou de vez. Quer dizer, eu via o quanto as resenhas do livro ressaltavam o quanto ela era... bem... peculiar, excêntrica, misteriosa, mas me surpreendi (negativamente); ela é pior do que eu imaginava! Como se não bastasse dar uma de vigia em todos na casa, o que a fazia ser como uma completa estranha cuja presença rapidamente se tornava desagradável, ela ainda estava meio que interferindo no relacionamento de mãe e filha de Tamara e Jennifer. E ela tinha lá motivos para fazê-lo mas... POR FAVOR, AQUILO NUNCA SERIA MOTIVO PARA ELA FAZER O QUE FEZ!

Dentre esses parágrafos, vocês já podem perceber o quanto a leitura foi desagradável e, não que eu quera ser maldosa e criticar o livro até não querer mais, mas ele realmente poderia ter sido dez mil vezes melhor se tivesse sido bem trabalhado. A história tem um plano de fundo bom, mas os personagens estragaram tudo, tipo quando eles aceitavam atitudes ridículas alegando que fora por uma boa causa e coisas do tipo, e, claro, agindo como completos bobos quase o tempo todo. E nem vamos falar do romance, porque, definitivamente, aquilo era tudo, menos romance. Personagens ou muito vago ou excessivamente carregados, enredo mal explorado e escrita forçada. Em outras palavras, um livro que decepciona bastante e que eu não indico. Mas, caso queira conferir mesmo assim, fica por sua conta e risco.

Sigam-me no Skoob e acompanhem minhas leituras - Sâmella Raissa
e/ou
Sigam meu twitter e fiquem por dentro das novidades do blog - @samellabridges

Deixe um comentário

Obrigada por ler o post!
- - - - - - - - - - - - - - - - - -
ATENÇÃO:
- Não use vocabulário impróprio;
- Não aceito Tags e Selinhos;
- Não aceito comentários que não tem nada a ver com o post.
* Comentários assim serão devidamente excluídos e eu não retribuirei visita.
- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
Deixe o link do seu blog no final do comment para que eu possa retribuir a visita. :)

Bjos...